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Manuscrito 512

domingo, 5 de julho de 2015.

 O manuscrito foi encontrado por acaso no século 19 na então Biblioteca da Corte — que hoje é a Biblioteca Nacional —, e descreve detalhadamente a tal cidade encontrada pelos bandeirantes, que saíram de São Paulo para uma expedição rumo ao sertão da Bahia. Nele, o autor relata que o grupo teria se deparado com uma montanha brilhante repleta de cristais que, além de atrair a atenção dos homens, causou bastante espanto e admiração.

O Manuscrito 512, que hoje faz parte do acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Ninguém sabe de quem é a autoria do documento, mas ele corresponde a um dos maiores mistérios arqueológicos do nosso país. O material traz o relato de um grupo de bandeirantes que teria, no século 18, descoberto as misteriosas ruinas de uma cidade desconhecida perdida no interior da Bahia.
Expedição bandeirante


O relato continua, contando que, ao chegarem ao topo da montanha, os bandeirantes teriam avistado uma grande cidade, cujo acesso só podia ser realizado através de uma única entrada ornamentada com três arcos trazendo inscrições indecifráveis. O local também apresentava características arquitetônicas diferentes do estilo da época, assim como algumas esquisitices, como o fato de estar completamente abandonada e contar com alguns trechos destruídos.

Além disso, os edifícios — em sua maioria com mais de um pavimento — encontravam-se totalmente vazios, e não existia qualquer vestígio de ocupação humana recente. O autor do manuscrito também descreve uma praça na qual havia a estátua de um homem sobre coluna negra — com o corpo despido até a cintura e com uma coroa de louros na cabeça — apontando para o norte.
Antiga civilização?

Os edifícios próximos à praça seriam enormes e contariam com estranhas figuras em relevo parecidas com corvos e cruzes, e um rio que passava pelo lugar conduzia a uma cachoeira. Lá o grupo teria encontrado inúmeras sepulturas com curiosas inscrições, além de uma misteriosa moeda de ouro.

O objeto — evidentemente de origem desconhecida — também traria uma série de emblemas gravados em toda a superfície, além de um rapaz ajoelhado em uma das faces, e de imagens de uma coroa, um arco e uma flecha gravados na outra. O autor do manuscrito inclusive compilou algumas das inscrições que encontrou pela cidade, como você pode ver na imagem a seguir.


Mistério e especulação

Acredita-se que o manuscrito tenha sido produzido quando o grupo seguiu adiante com a expedição, enviando o documento ao Rio de Janeiro endereçado às autoridades competentes. No entanto, como acontece com todo mistério que se preze, a identidade dos bandeirantes foi perdida, e a localização da suposta cidade jamais foi descoberta.



É claro que o documento acabou atraindo a atenção de renomados pesquisadores, e uma das hipóteses é a de que a cidade teria sido construída por antigos vikings há mais de mil anos. Outra teoria é que as construções teriam semelhanças com edifícios etíopes da Idade Média, e as inscrições estariam em “gueez”, um antigo idioma desse povo. No entanto, também há quem acredite que os textos sejam do grego ptolomaico, uma forma demótica do egípcio.

Apesar de tantas teorias e de diversas buscas pela cidade perdida, o fato é que o Manuscrito 512 ainda é um dos maiores mistérios da cultura brasileira, e é possível que jamais seja decifrado. O acesso ao documento, que se encontra bem deteriorado, é bastante restrito. Mas, por sorte, uma versão digital — que você pode conferir através deste link — foi disponibilizada pela Biblioteca Nacional. E você, leitor, o que acha desse intrigante material?


                                                                                                                                   FONTE
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Césio 137 - O Brilho da Morte

sexta-feira, 29 de maio de 2015.
Em 13 de setembro de 1987, dois catadores de lixo de Goiânia deram início ao que seria o maior acidente radioativo do Brasil. Ao arrombarem um aparelho radiológico, encontrado nos escombros de um antigo hospital, expuseram o césio 137, pó branco que emitia um estranho brilho azul quando colocado no escuro. Considerado sobrenatural, o elemento radioativo criado em laboratório passou de mão em mão, contaminando o solo, o ar e centenas de moradores da capital goiana.

Foram necessários 16 dias para perceberem que a substância estava deixando um monte de pessoas doentes. Durante esse tempo, a contaminação só se espalhava. Após o desastre, os trabalhos de descontaminação produziram 13,4 toneladas de lixo radioativo entre roupas, utensílios, plantas, animais, restos de solo e materiais de construção. Tudo isso foi armazenado em cerca de 1200 caixas, 1900 tambores e 14 contêineres, guardados em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiânia, a 24 quilômetros da capital - e lá deve ficar por pelo menos 180 anos.

"O brilho da morte", como o césio foi chamado por Devair Alves Ferreira, primeira pessoa a entrar em contato direto com o elemento, fez centenas de vítimas. Quatro morreram cerca de um mês após a exposição. Entre elas, uma criança de 6 anos, Leide das Neves, considerada a maior fonte humana radioativa do mundo. Atualmente, as vítimas reclamam do descaso do governo, afirmando que estão sem assistência médica e medicamentos. O governo nega a acusação e afirma que as vítimas usam o acidente para justificar todos os seus problemas de saúde. Em 1996, a Justiça condenou, por homicídio culposo, três sócios e um funcionário do hospital abandonado a três anos e dois meses de prisão. Mas as penas foram trocadas por prestação de serviços.



Anel de césio
A história de uma vítima

"A única vez que vi o césio foi em 26 de setembro. Meu irmão me mostrou a pedra e perguntou se ela poderia ser usada para fazer um anel. Peguei um pedaço menor que um grão de arroz e esfreguei na palma da mão. Como era dia, não havia nenhum brilho. Ela mais parecia um pedaço de cimento. Oito dias depois, minhas mãos começaram a coçar e incharam. Sentia tonteiras e náuseas. Um dia, a polícia chegou a nossa rua e começou a isolar as pessoas no estádio Olímpico. Só aí descobri que aquela pedra era radioativa. Sabia o que era isso - o acidente de Chernobyl tinha acontecido um ano antes. A população entrou em pânico. Todos achavam que estava acontecendo o mesmo em Goiânia. Fui a última vítima a ser isolada. Vi meus irmãos entrarem no avião e serem enviados ao Rio de Janeiro para fazerem um tratamento intensivo. Quando saímos do hospital, as pessoas nos tratavam como se tivéssemos uma doença contagiosa. As vítimas do césio eram apedrejadas. Tive que mudar meus filhos de escola duas vezes. Hoje, mesmo que quisesse esquecer o que aconteceu, não me deixariam. Sempre tem alguém que me lembra de 20 anos atrás."Odesson Alves Ferreira, 52 anos, presidente da Associação das Vítimas do Césio 137


Longo trajeto da luz azul

Em 1987, o césio 137 fez centenas de vítimas durante os 16 dias em que percorreu Goiânia

13/9

Os catadores de lixo Roberto dos Santos e Wagner Mota removem partes de um aparelho usado no tratamento de câncer das antigas dependências do Instituto Goiano de Radioterapia. O objetivo era vender o metal do equipamento para um ferro-velho. Arrombaram a máquina e deram início à contaminação.

18/9

Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho perto do hospital desativado, compra a peça. No mesmo dia, ele arromba a máquina e entra em contato com 19,26 gramas de césio 137. Ele descobre que a substância, em ambientes escuros, emite uma luz azulada. Encantado, acredita estar diante de algo sobrenatural e leva o pó para casa.

19 a 21/9

Devair recebe a visita de parentes, vizinhos e amigos interessados em ver a misteriosa luz azul. Todos começam a apresentar tonturas, náuseas, vômitos e diarréia - os primeiros sintomas da contaminação radioativa. No dia 19, seu irmão Ivo leva a substância para casa e ela é ingerida por sua filha de 6 anos, Leide das Neves.

26/9

Odesson Ferreira, outro irmão de Devair, entra em contato com a substância. Motorista de ônibus, contamina centenas de passageiros. A frente de seu veículo foi considerada uma alta fonte de contaminação e destruída como lixo radioativo. Enquanto isso, os hospitais entram em alerta com o número de doentes que apresentam os mesmos sintomas.

29/9

Maria Gabriela, esposa de Devair, suspeita que o pó branco seja o responsável pelos sintomas e leva a cápsula de césio para a Vigilância Sanitária. O físico Walter Mendes é chamado e descobre tratar-se de uma substância radioativa. Ele chega a tempo de impedir que os bombeiros joguem a cápsula dentro do rio Meio Ponte, principal fonte de abastecimento da cidade.

30/9

Os técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) chegam a Goiânia e, junto com a polícia militar, começam os trabalhos de descontaminação. Centenas de pessoas que apresentam os sintomas do contato com o césio são colocadas de quarentena num estádio, o Olímpico, onde passam por uma triagem para identificar o grau de contaminação.

A cápsula O pequeno objeto guardava 19,26 gramas de cloreto de césio - o césio 137

                                                                                                                                            FONTE
                                                                                                    
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O Poço do Dinheiro da Oak Island

sexta-feira, 8 de maio de 2015.

No Canadá existe uma ilha, Oak Island, onde existem mistérios que persistem por anos, desafiando os caçadores de tesouros. Lá, encontram um poço repleto de armadilhas que acreditam estar repousando no fundo algum tesouro sensacional...

Lá no final tem um vídeo onde falo sobre o assunto :)

Depois de muito estudar para fazer essa matéria, cheguei a uma simples conclusão: alguma coisa muito, mas muito incrível deve estar escondida em Oak Island. A engenharia usada para proteger o que quer que esteja enterrado lá é sensacional e até hoje se mostra insuperável para os caçadores de tesouros, mesmo com a mais moderna tecnologia existente. Venha conhecer a incrível história da Oak Island...

Oak Island é uma ilha, aliás bem pequena, com apenas 57 ha (0,57 km²) de área no Condado de Lunenburg, na parte sul da Nova Escócia, Canadá. Ela seria só mais uma das milhares de ilhas do mundo se não fosse a descoberta em 1795 de um estranho poço.



O Início de Tudo: Os McGinnis

No verão de 1795, Daniel McGinnis, ainda adolescente, perambulava na ilha de Oak Island, quando cruzou com uma curiosa depressão circular no solo - essa é a versão clássica, mas para muitos ocorreu algo sobrenatural; de seu barco eles avistaram foram 3 luzes verdes no meio das árvores que eles seguiram e os levaram até o local que ficou conhecido como poço do dinheiro.

Nessa depressão circular, estava uma árvore e em um de seus galhos encontrava-se dependurada uma polia de navio. Tendo ouvido falar dos contos de piratas naquela região, decidiu voltar para casa e retornar para investigar o buraco.

Nos muitos dias que se seguiram, McGinnis, com seus amigos John Smith e Anthony Vaughan, trabalharam no buraco, cavando o mesmo, e começaram a fazer surpreendentes descobertas. Primeiro encontraram uma camada de cascalho cobrindo o poço e 3 metros abaixo encontraram uma camada de tábuas de carvalho (madeira típica da Europa). Continuaram cavando até a profundidade de 9 metros, sempre encontrado a cada 3 metros uma camada de tábuas de carvalho. Não podendo continuar sozinhos, voltam para casa, mas com planos de retornar suas escavações.

Levou-se 8 anos para que os três descobridores retornassem, mas eles retornaram com a The Oslow Company, fundada com o propósito da busca. Começaram novamente a escavar, e rapidamente voltaram aos 9 metros no qual alcançaram oito anos atrás.

Continuaram descendo para 27 metros encontrando uma camada de cascalho a cada intervalo de 3 metros. Mesmo com as camadas, aos 12 metros uma camada de carvão foi encontrada. Aos 15 metros uma camada de piche, e a 18 metros uma camada de fibras de coco.



Pedra escrita encontrada a 27 metros
Nada demais, até que chegaram a 27 metros escavados e encontraram uma pedra com inscrições em um alfabeto misterioso. Uma das possíveis traduções seria: "Quarenta pés abaixo, dois milhões estão enterrados". Era tudo que os caçadores de tesouros queriam: dinheiro!!!! Atualmente, estudiosos acreditam que a decodificação está incorreta, pois era muito simples, e que ela conteria a chave para desativar as armadilhas de água dos buracos. A pedra desapareceu misteriosamente em 1919 e nenhum decalque tenha foi feito, somente uma ilustração em uma revista.

Continuaram a escavar e então algo trágico aconteceu: a água começou a inundar o poço. No dia seguinte o poço estava cheio até o nível de 10 metros. Tentaram bombear a água, mas não adiantava nada... Então cavaram um poço 30 metros mais abaixo, que também foi inundado pela água.

A The Oslow Company acabou descobrindo sem querer uma armadilha quando rompeu um canal de água de 152 metros, que fora cavado perto da Smith Cove (leia abaixo) pelos construtores do poço. Tão rápido a água era bombeada, o buraco era novamente preenchido pelo mar. Quem fez o poço queria manter o seu conteúdo em segredo, pois o sistema hidráulico era engenhoso.

A busca foi abandonada por 45 anos.



O Poço do Dinheiro com a placa explicativa, retirada em 2010.




Placa que ficava na frente do poço do dinheiro


Novas Tentativas



Esquema do poço do dinheiro
Depois de um hiato de 45 anos, novos caçadores de tesouros voltam a ilha para tentar encontrar o tesouro. A figura ao lado mostra o que foi encontrado no poço do dinheiro conforme foram escavando. Listo abaixo as companhias e descobertas mais famosas feitas por elas.

The Truro Company: Inicio a busca em 1849. Rapidamente cavaram 26 metros somente para ser inundado. Então resolveram usar uma broca para ver o que havia abaixo. Os resultados foram encorajadores.

Aos 29 metros a broca atravessou uma plataforma abetos. Então encontraram 14cm de cascalho e 77cm de algo caracterizado como "pedaços de metal". Depois, 2 metros de carvalho, mais 77cm de cascalho, 14cm de carvalho e outra camada de abetos. A conclusão foi logo tirada: teriam perfurado 2 urnas cheias de moedas. Quando puxaram a broca, encontraram pedaços de carvalho e cascas do que parecia ser de coco.

Numa das perfurações, três elos de ouro foram trazidos pela broca.

Descoberto que os idealizadores do poço criaram um sistema de drenagem assemelhando-se com dedos da mão. Cada dedo era um canal cavado no barro abaixo da praia alinhando as rochas. O canal no qual preencheram com muitos centímetros de plantas marinha, e depois muitos centímetros de fibras de coco (no Canadá não tem coqueiro! O coqueiro mais próximo fica a 2.500 quilômetros de distância na ilha da Bermuda...). O efeito disso é um sistema de filtragem que mantinham os canais limpos de areia enquanto a água podia passar por elas. Os dedos se encontravam no "Poço do Dinheiro" a 152 metros de distância. Mais tarde, investigações mostraram que os canais subterrâneos encontravam o "Poço do Dinheiro" entre a profundidade de 33 metros.

Agora ficou simples! Basta Represar o Smiths Cove e cavar o "tesouro". Sua primeira tentativa foi construir uma represa fora da praia no Smith's Cove, drenar a água, e depois desmantelar os canais de drenagem. Infelizmente uma tempestade destruiu a represa antes de estar pronta.

The Oak Island Association: Iniciou as atividades em 1861 Primeiro, limparam o "Poço do Dinheiro" até 26 metros. Depois, fizeram um novo buraco a leste do poço com o intuito de interceder o canal do mar. Um novo buraco foi cavado 36 metros sem tocar em nenhum dos canais do mar e depois abandonado.

Um segundo buraco foi feito, a oeste e a 36 metros de profundidade. Eles então queriam fazer um túnel sobre o "Poço do Dinheiro". Mais uma vez a água começou a entrar no poço, bem como no "Poço do Dinheiro". Logo após um verdadeiro desastre: o fundo do poço caiu!

Esse desastre comprovaria que havia alguma saliência no fundo da ilha, e encorajou os caçadores futuros.




Tábuas de carvalho foram encontradas no poco do dinheiro


Oak Island Treasure Company: Iniciou em 1893 com um homem chamado Fred Blair, juntamente com seu grupo. Sua primeira tarefa foi investigar os "poços internos".

Descobertos em 1878, a aproximadamente 106 metros a leste do Poço do Dinheiro, os "poços internos" aparentam ser buracos escavados pelos idealizadores do Poço do Dinheiro. Talvez buracos de ventilação para a escavação do túnel de inundação, aparentemente interceptando ou passando perto ao túnel de inundação. Em 1897, limparam o Poço do Dinheiro até 33 metros, por onde viram a entrada do túnel de inundação, temporariamente fechado com rochas. Porém, a água encontrou seu caminho e inundou o poço de novo.

Tentaram represar a água da Smith's Cove, dinamitando o túnel de inundação. Cinco cargas foram ajustadas em buracos perfurados perto do túnel de inundação. Não funcionou: a água jorrou mais forte do que nunca! Ao mesmo tempo, uma nova amostra foi perfurada com uma sonda no próprio poço. Os resultados foram surpreendentes.

A 38 metros, bateram em madeira e, depois, em ferro. Esse material é provavelmente parte do material que caiu do poço quando ele se rompeu. Em outras perfurações foi encontrada madeira, porém o ferro já não era mais encontrado.

Entre 39 e 46 metros e também 48 e 52 metros uma argila azul foi encontrada, que consistia de barro, areia e argila. Esta argila poderia ser usada para formar uma vedação como o piche que foi encontrado no nível de 15 metros.

A maioria dos achados foi no hiato entre a camada de piche e a superfície. Um domo de concreto foi descoberto. O domo era de 2 metros de altura e 24cm de espessura. Dentro do domo a sonda encontrou madeira, e após muitos centímetros, uma substância desconhecida. Depois uma camada mole de metal foi encontrada.

Quando a sonda foi trazida outra peça foi unida ao quebra-cabeça: Fora encontrado um pedaço de pele de carneiro curtido com as letras "VI";"UI" ou "WI". Do que o pedaço de pele faz parte, deram as teorias sobre os manuscritos originais de Shakespeare.

Tentaram perfurar mais buracos com intenção de resgatar o domo de cimento. Mas todos falharam com a inundação.

Em maio de 1899, ainda uma nova e radiante descoberta foi feita: havia um segundo túnel de inundação! Este era localizado na "South Sore Cove" (cova da Margem Sul). Isso fortaleceu a idéia de que algo foi enterrado ali embaixo e quem enterrou não queria que ninguém chegasse perto do tesouro.

Blair e The Oak Island Treasure Company continuaram cavando novos buracos, perfurando e achando mais amostras, mas nenhum progresso foi feito e nenhuma informação obtida.


Triton Alliance: Daniel Blankenship começou suas buscas em 1965 e em 1970 fundou a Triton Alliance. Para fugir das armadilhas do "Poço do Dinheiro", escavou um poço com 72 metros de profundidade a mão, chamado de Borehole 10-X, ou simplesmente 10X.


Com a ajuda de seu filho Dave Blankenship e outro caçador de tesouros local, Dan Hanski, eles cobriram o buraco de 2 metros com tubos de aço de tanques antigos da ferrovia.


O túnel 10x afundou e Dan abandonou o projeto quando ficou sem dinheiro.


Antes, ele gravou um enigmático vídeo do que havia lá embaixo. Ele conseguiu ver vigas de madeira, ferramentas antigas, túneis e o que parecia serem baús de tesouro. Em outro mergulho, afirma ter visto um corpo preservado pelas águas frias.


Existe uma conexão entra os 10x e o poço do dinheiro. Se enviam água em um, bolhas saem no outro. e são os únicos que tem água salgada sobre água doce, algo bastante incomum.


Em 2 de Janeiro de 2006, após 40 anos de sonhos frustrados, Dan Blankenship decidem fechar seus negócios e colocaram a ilha à venda.



Poço 10x





Esquema mostrando a ligação do poço 10x com o poço do dinheiro.
Investigações Modernas


Em 2007 os irmãos Rick e Martin Lagine compraram a maior parte das ações da empresa que possui o controle de Oak Island, tornando-se donos do local. Durante anos eles investigaram as histórias e reuniram as muitas licenças necessárias para explorar o local.


Em fevereiro de 2013 começaram sua saga na busca, que foi toda registrada pelo History Channel na série chamada "A Maldição de Oak Island".

Os irmãos contam com a ajuda de Dan e Dave Blankenship, os que cavaram o lendário 10x. ambos moram na ilha. Dan tem 90 anos e fica em sua casa e seu filho Dave teve um derrame, mas nada que o impedisse de ajudar nas buscas.


Marty Lagina é proprietário de uma empresa de energia e mexe com petróleo e gás - tem pouquinho dinheiro sabe - e assim pode arriscar milhões na busca pelo tesouro. Mas antes de perfurar o poço do dinheiro, ele quer provas de que existe algo valioso no local, e o documentário mostra a busca deles em locais adjacentes ao poço do dinheiro, como o 10x, Smith's Cove e o Pântano.



Os atuais donos da ilha, os irmãos Lagina


Locais Especial de Oak Island




Esquema mostrando a enseada Smith
Smith Cove: Fica a 152 metros e não parece grande coisa, até se descobrir que foi feito pelo homem! Mas por quê? Uma teoria amplamente aceita é que 5 drenos de pedra, como dedos de uma mão foram construídos séculos atrás. Drenos que forneciam água do oceano para as armadilhas que inundaram o poço do dinheiro e mais tarde o 10x.


Quem os construiu? Ninguém sabe. Recentemente, em 2013, os novos donos do local encontraram um intrigante presa de madeira saindo da água. Seria ela uma armadilha para perfurar os barcos de quem se aproximasse do local?


Para descobrir de onde vem a água que inundou os poços, em 1898 um caçador de tesouros derramou tinta vermelha dentro do buraco e depois bombeou água nele. Para seu espanto, começou a vazar em Smith Cove e em outros locais no lado sul da ilha. Isso provou que não havia somente um, mas dois poços de armadilhas separados, impedindo o acesso ao que quer que exista no interior do poço.


Esses drenos estavam cobertos por fibra de coco - que antigamente foi usada por muitos anos para estabilizar cargas em navios. Neste caso ela atuou como um filtro, para impedir que os drenos entupissem. Só um problema. Os coqueiros mais próximos estão a mais de 2.500 quilômetros de distância, na ilha da Bermuda!


Testes feitos em laboratório confirmaram que a fibra de coco está datada entre 1.400 a 1.600 d.C.





Borehole 10-X: Poço cavado por Daniel Blankenship com de 2 metros de diâmetro e 72 de profundidade, revestido com tubos de aço de tanques antigos da ferrovia. Fica a 55 metros do "Poço do Dinheiro" e é ligado a ele. Antes de desabar, Daniel mergulhou até o fundo e fez uma filmagem que segundo ele revela ferramentas, caixas e um corpo humano.



O 10x fica a 55 metros do Poço do Dinheiro




Em 2013 foi feita uma drenagem do poço 10x. A esquerda o poço do dinheiro.


Detalhe do 10X
A Cruz de Fred Nolan: Em 1981 esse caçador de tesouros morador de Oak Island, notou 5 grandes pedras em formato de cone em sua propriedade. Depois de medir a distância entre elas descobriu que formavam um cruz perfeita de 219 por 264 metros. No cruzamento dos braços da cruz, Nolan desenterrou uma sexta grande pedra com um rosto humano esculpido nela. Acredita-se que a própria cruz é uma pista, uma das muitas que sugerem que o que está enterrado em Oak Island poderia ser um artefato religioso inestimável.




Cruz encontrada pelo explorador Fred Nolan




Rochas em forma de cone encontradas na extremidades






Cabeça desenterrada na junção das linhas da cruz
O Pântano: Existe um pântano em Oak Island que muitos exploradores acreditam ter algo estranho nele, como tábuas no fundo. Os novos proprietários, os irmãos Lagina, tentaram drená-lo, mas não conseguiram. Então levaram um moderna sonda para detectar metais e ela detectou uma quantidade considerável de metais não ferrosos. Na hora de ir resgatá-los, não havia simplesmente nada! Uma teoria diz que existe uma caixa misteriosa enterrada nesse pântano.



Esquema mostrando o pântano



O pântano visto do céu. Parece um triângulo. Ligação com maçonaria?






Monumento erguido por Dan Blankenship
A Maldição de Oak Island


As Mortes: Existe uma lenda que diz: "Sete devem morrer antes do segredo ser revelado". Seis vidas já foram ceifadas desde que o poço foi descoberta em 1795:


- 1861: um caçador morreu enquanto tentava tirar a água do oceano do poço usando um motor a vapor, foi escaldado até a morte em um acidente bizarro
- 1897: Caçador Kaiser caiu para a morte dentro do poço
- 17/08/1965: Quatro exploradores morreram enquanto cavam poços envenenados pelo gás mortal H2S. Foram: Robert R. Restall Sr., Robert K. Restall Jr., Cyril Hiltz e Carl Craesre. Perto do local, Dan Blankenship ergueu um monumento em homenagem a eles. Restall Descobriram um túnel em espiral no fundo do poço do dinheiro, que ia para baixo, a cerca de 31 metros abaixo da superfície da ilha,


Ilha Assombrada: Além da lenda, muitos acreditam que a ilha é assombrada. Aliás, a descoberta do "poço do dinheiro" parece ter sido de forma sobrenatural. Em uma noite de 1795, Daniel McGuinnis, de 18 anos, avistou 3 luzes verdes estranhas que eventualmente os atraiu, com seus 2 amigos, para a área onde eles descobriram o poço do dinheiro.


Outro caso estranho é contado por Dan Henskee, que está a 50 procurando o tesouro e conta que uma vez, enquanto ajudava os Blankenship a cavar o poço 10x, muitas vezes se queixou de estar tendo uma série de pesadelos que quase o mataram de medo. Em 1973 aconteceu uma coisa muito estranho com ele e envolveu o que parecia ser possessão pelo espírito de alguém morto a muito tempo, talvez um padre. Ele sentiu que o padre teve a garganta cortada, caiu e sentiu a morte dessa pessoa.


Lenda de piratas matando uma pessoa de uma forma que seu espírito protegeria o tesouro rondam o local.


O que está escondido em Oak Island?

O que será de tão importante que está escondido em Oak Island? Muitas teorias surgiram ao longo das décadas como:

- Tesouro dos piratas Barba Negra ou Capitão Kidd. Duvido que os piratas fossem tão inteligentes...

- Esconder os Tesouros da Fortaleza de Louisbourg. O poço foi criado por engenheiros franceses.

- Esconder as jóias da Maria Antonieta. Não procede muito, as é uma das teorias

- A Arca da Aliança para muitos, um projeto tão elaborado desse seria para esconder o objeto mais sagrado do cristianismo judaico, que contem os 10 mandamentos de Deus


- Ligação com as Obras de William Shakespeare e tesouros Templários: Alguns acreditam que o poço é somente uma ardil, uma distração para as pessoas acharem que tinha algo lá, mas na realidade o tesouro está é no fundo do pântano.


O norueguês Petter Amundsen fez um documentário chamado "Shakespeare: The Hidden Truth" e foi convidado pelos irmão Lagina para expor sua teoria. Ele foi até Oak Island e a sintetizou dizendo que a primeira coleção impressa das obras de William Shakespeare em 1623 foi financiada e supervisionada pelo amigo íntimo do autor, Sir. Francis Beacon - um cientista, explorador e aventureiro, que muitos acreditavam também ser o lider dos Rosas Cruzes, um grupo secreto de intelectuais com fortes ligações com os templários.


Peter e um expert em Shakespeare analisaram essa primeira versão da obra e encontraram inúmeras pistas, como letras estranhamente maiúsculas, palavras com erros ortográficos, espaçamentos incomuns e até páginas numeradas erradas.


Esse erros levaram ao que Petter acredita ser um mapa do tesouro celestial. Os "erros" levariam a uma série de constelações e uma delas seria Cignus (Cisne - a cruz do norte), que foi usada para representar o próprio Shakespeare.


Usando um mapa global e correlacionando as estrelas, ela vê que a cruz do cisne esta diretamente acima de Oak Island, especificamente na área da ilha conhecida como Cruz de Nolan.



Cruz de Nolan está diretamente relacionada a constelação de Cisne




Na verdade não é uma cruz, mas sim uma Árvore da Vida! Ela é composta por 10 pontos, os Sephiroth. Esse simbolo foi adotado pelo templários e mais tarde pelos rosa-cruzes e até mesmo os maçons.


Cada pedra a árvore da vida está representada em Oak Island e ele diz que a pedra da "Misericórdia" é mais importante e que ela está bem no pântano. Porque essa pedra? Na última parte de "A Tempestade" ele diz ao público para perfurar a misericórdia.



Esquema mostrando que a cruz de Nolan na verdade é a Árvore da Vida


A teoria também diz o que está escondido em Oak Island. Diz que vários ítens foram guardados, livros e especialmente um candelabro: o Menorá do Templo de Salomão saqueado em 70 a.C. - o símbolo máximo da fé hebraíca!


Que teoria heim! Os irmãos Lagina então decidem testar a teoria de Petter e vão em busca de pedras adicionais que existe na cruz da vida. Eles tentam localizar a pedra chamada "Reino". Não é que a encontraram? Isso fez os irmãos irem atrás da pedra "Misericórdia". Primeiro enviam um sonar moderno, que detectou muitos metais. Com base dessa informação e com brilhos nos olhos, contratam um mergulhador, já que a drenagem não deu certo e o que ele encontra? Só uma moeda espanhola: uma mervada. O metal detectado anteriormente simplesmente desapareceu!



Peter Amundsen e Marty Lagini desenterrando a pedra representado o "Reino" na árvore da vida




Mervada espanhola encontrada por mergulhador no pântano


Tudo isso foi mostrado na 1ª temporada da série "A Maldição de Oak Island". Em novembro de 2014 começa a ser exibido no EUA a 2ª temporada. O que será que os irmãos Lagina vão encontrar? 

                   
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A Esfera de Betz

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015.
A esfera de Betz é um artefato esférico de metal que teria sido descoberta por membros da família Betz em 1974. O objeto, cuja forma é uma esfera perfeita, rapidamente se tornou alvo de inúmeras discussões e controvérsia. A história da misteriosa esfera metálica gerou grande fascinação entre ufólogos e cientistas, mas atraiu também o interesse dos militares. Convido a todos a conhecer mais essa curiosa e misteriosa história.


A descoberta da estranha esfera de Betz

Em maio de 1974, Terry Mathew Betz, de 21 anos, estudante de medicina, sua mãe Gerri e seu pai engenheiro naval, Antoine, foram inspecionar os danos causados em sua propriedade por um incêndio que se alastrou através de uma faixa de 88 hectares de floresta pantanosa Fort George Island, que está situado ao leste de Jacksonville, Flórida.
No dia 26 de maio o trio encontrou algo peculiar na região que havia sido alvo das chamas. Eles se depararam com uma esfera metálica polida de aproximadamente 8 polegadas de diâmetro (em torno de 20,32 centímetros).
Apesar de estar dentro da área que havia sido consumida pelo fogo, a esfera não apresentava qualquer sinal de danos, arranhões ou manchas escuras típicas de metais que são submetidos ao contato com fogo. Terry e seus pais começaram a suspeitar de que tal esfera pudesse ser algum objeto ligado a NASA, ou mesmo parte de algum satélite soviético (lembrem-se que em 1974 vivia-se a guerra fria, e o povo norte americano parecia viver em constante paranoia por causa de possíveis ataques soviéticos). O trio chegou a considerar a possibilidade desse objeto ter causado o incêndio que eles estavam averiguando, mas como já foi mencionado acima, o objeto não apresentava nenhum sinal de ter estado em contato com altas temperaturas, pois o metal parecia estranhamente reluzente.
Terry e seus pais acabaram levando a esfera para casa. O objeto acabou sendo colocado no quarto do jovem estudante, e lá ficou meio que esquecido por duas semanas, até que um fato curioso aconteceu. Terry estava em companhia de sua amiga Theresa Fraser, a dupla estava fazendo alguns improvisos de guitarra, o que acabou provocando algumas reações na estranha esfera metálica que Terry e seus pais haviam encontrado na floresta semanas antes. O objeto começou a “vibrar” e emitir um som pulsante, em resposta as som emitido pela guitarra, sempre que alguns acordes específicos eram tocados.
Dias mais tarde os membros da família Betz começaram a notar outras coisas estranhas vinculadas a esfera. Eles descobriram que quando a esfera era rolada pelo chão, ela conseguia mudar de trajetória tantas vezes ela quisesse e depois retornava ao seu ponto de origem. Os Betz afirmaram que certa vez o objeto tinha ficado 12 minutos se movendo, até finalmente retornar ao ponto de origem. A esfera parecia ser sensível a condições climáticas, sendo que suas peculiaridades eram mais notáveis em dias ensolarados, em comparação com os dias nublados. Parecia que o objeto respondia aos raios solares, tal como algum instrumento alimentado por tal fonte de energia. Apesar de ter sido claramente influenciada pela luz solar, a esfera não registrava quaisquer modificações quando exposta ao calor ou luz infravermelha.
O globo metálico parecia emitir uma vibração de baixa frequência em alguns momentos, como se um motor estivesse operando dentro do objeto. Outro fato intrigante era que havia uma pequena mancha na esfera. Essa mancha representava a região magnética do objeto.
Motivado pelas bizarras descobertas feitas em relação ao objeto metálico, Terry passou a realizar vários experimentos caseiros com a esfera. Quando o objeto era tocado por outro objeto metálico, um martelo por exemplo, o globo parecia vibrar como um sino.
A estranha capacidade da esfera de se mover como se tivesse vontade própria, acabou preocupando a família Betz, tanto que eles guardavam a esfera eu um saco fechado durante a noite, pois eles acreditavam com o objeto esférico poderia simplesmente “fugir”.
Finalmente os Betz decidiram trazer a público a sua descoberta, e talvez assim pudessem descobrir o que de fato era aquele artefato.


A mídia fica ensandecida com a descoberta

O Jornal local de Jacksonville ficou intrigado com a história, tanto que eles enviaram um fotógrafo experiente, Lon Enger, para tirar algumas fotos. O cético Enger aceitou respeitosamente a tarefa, mas secretamente temia tratar-se de uma família maluca e pensava em não fazer o serviço. Quando Enger chegou à casa da família Betz, ele foi recebido ansiosamente por Gerri que não perdeu tempo em apresentar-lhe a esfera. Enger descreveu o momento no dia 12 de abril de 1974, na edição do jornal St. Petersburg Times: “Eu estava desconfiado desse tipo de coisa. Quando cheguei lá, a Sra. Betz disse: ‘você não vai acreditar se você não vê-lo .” Foi quando a matriarca da família Betz instruiu o fotógrafo ainda duvidoso, a dar um pequeno empurrão na bola no chão. Lon Enger assim o fez, e para ele nada de mais aconteceu pois a bola simplesmente parou quando terminou a força do impulso que ele havia dado a esfera. Mas de repente a bola rolou mais uns tantos metros e parou mais uma vez. Em seguida, ela voltou e rolou para a esquerda cerca de oito metros, fez um grande arco e voltou logo para os pés do fotógrafo. Enger examinou a esfera de aço com atenção e, como a família Betz fez antes dele, não foi possível encontrar marcas ou indicação de um fabricante na superfície, apenas o símbolo triangular inescrutável estampado em sua lateral. Assim que o fotógrafo convertido retransmitiu a história fantástica para seu editor, o jornal não perdeu tempo em publicar o relato, e dentro de dias o caso estourou na mídia em diferentes partes do mundo.
Repórteres de publicações de prestígio como o New York Times, o London Daily e dezenas de outros jornais vindos de lugares tão distantes como o Japão rumaram para St. George Island para ver essa esfera misteriosa com seus próprios olhos, mas não era só jornalistas cuja curiosidade foi despertada por este estranho caso. As comunidades científicas e militares também estavam pedindo para analisar este objeto incomum. Representantes do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e da NASA, entraram em contato com a família Betz, assim como investigadores ufólogos. E vieram também representantes da Organização de Pesquisa de Fenômenos Aéreos (APRO). Os visitantes chegavam céticos, mas quase universalmente saíam impressionados e perplexos com as habilidades bizarras da esfera. Um porta-voz da Marinha dos EUA chegou ao ponto de admitir na televisão que a bola havia se comportado estranhamente em sua presença e admitiu que ele era incapaz de explicar sua origem. Um comunicado oficial dado a imprensa pela Marinha, declarou publicamente que a bola não era de propriedade do governo dos Estados Unidos. A família, que tinha intencionalmente escolhido um lugar isolado para viver, tornou-se oprimida pela imprensa que não o deixavam em paz.


As primeiras investigações científicas

No auge desse frenesi midiático, o astrônomo de renome e ufólogo, o Dr. J. Allen Hynek, pediu que a família Betz enviasse a esfera para seu escritório na Universidade Northwestern em Chicago para que ele pudesse inspecionar pessoalmente, mas Gerri recusou porque ele foi avisado de que um objeto desse tipo pode ser apreendido ou extraviado. Para desgosto de dezenas de cientistas e curiosos, a esfera permaneceu firmemente guardada na casa da família Betz. O objeto ficou em posse dos Betz até que alguns eventos novos passaram a acontecer, e assustar os portadores da esfera.
Gerri Betz relatou que ela e sua família começaram a ouvir música de um órgão na calada da noite, embora não havia tal instrumento em sua casa. Como se isso não fosse assustador o suficiente, as portas começaram a bater, aparentemente por vontade própria, em todas as horas do dia e da noite. Antoine e Gerri decidiram então, que era hora de chegarem ao fundo deste mistério. Após uma série de distúrbios noturnos assustadores, a família Betz finalmente deixou a esfera com os cientistas na Estação Aérea Naval de Jacksonville. Os esforços iniciais dos metalúrgicos da Marinha foram recebidos como becos sem saída, pois suas máquinas de raios-X não eram fortes o suficiente para penetrar o orbe. Chris Berninger o porta-voz da Marinha, relatou o seguinte: “As nossas primeiras tentativas de raios-X nos levou a lugar nenhum. Nós vamos usar uma máquina mais poderosa sobre ela e também executar testes de spectograph para determinar de que metal é feito isso.” Eventualmente, os cientistas da estação foram capazes de determinar que o tamanho exato da esfera e o peso, 9kg. Eles também concluíram que a casca da esfera tinha aproximadamente um centímetro de espessura, o que segundo o relatório, significava que ela poderia resistir a uma pressão de 120.000 libras por polegada quadrada. Eles descobriram também que a esfera era feita de aço inoxidável ferroso, especificamente magnético, liga n º 431. Um poderoso aparelho de raios-X da equipe da Marinha foi usado, e descobriu dois objetos redondos dentro da esfera cercados por uma “auréola”, feita de um material com uma densidade incomum. Eles também observaram que a esfera possuía quatro polos magnéticos diferentes, dois positivos e dois negativos, que não eram concêntricos. A Marinha também concluiu que, embora a bola fosse intensamente magnética, não mostrava sinais de radioatividade e não pareceu ser um explosivo. Os cientistas da Marinha queriam cortar o objeto para dar uma olhada melhor, mas Gerri Betz não aceitou que isso fosse feito temendo que a esfera fosse destruída, e uma vez que não pertencia ao governo, ele pediu que a devolvessem. A Marinha cumpriu sua promessa e devolveu, mas muitas questões ficaram sem respostas. Neste ponto, a família Betz começou a considerar seriamente a possibilidade de que eles estavam em posse de tecnologia “extraterrestre genuína”, ou um dispositivo de “escuta extraterrestre” como alguns de seus vizinhos apelidaram.


Omega Minus One Institute


Em 13 de abril de 1974, o Dr. Carl Willson – representando uma empresa de pesquisa de Louisiana conhecida como a Omega Minus One Institute, em Baton Rouge, Louisiana, examinou a esfera por mais de 6 horas e descobriu que o campo magnético ao seu redor, emitia ondas de rádio. Dr. Willson disse também que o metal da casca do orbe, quando comparado ao aço inoxidável, continha um elemento desconhecido que o tornava um pouco diferente do aço. E ele também aparentemente testemunhou a capacidade da esfera de impulsionar-se através de superfícies e de repente mudar de direção. Uma das teorias postuladas era de que poderia ser uma sonda extraterrestre danificada ou até mesmo algum tipo de dispositivo anti- gravitacional. No final, os resultados do Omega Minus One Institute sobre a identidade da esfera misteriosa foram tão conclusivos quantos os da Marinha, e a família Betz novamente não conseguiu desvendar o mistério. Em 1974, a família Betz decidiu enviar a esfera misteriosa para um grande evento de pesquisa ufológica, que contaria com a presença de cientistas conceituados. Terry foi designado como o mensageiro pessoal do objeto e foi enviado para Nova Orleans com a esfera na mala. Logo, a esfera tornou-se o centro das atenções e entre os dias 20 e 21 de abril de 1974, o objeto foi submetido a mais uma bateria de testes. Eles confirmaram tudo que já haviam revelado, incluindo o fato de que o objeto agiu como um transponder de áudio. Mas apesar de não saberem a origem do objeto e nem o que era, eles não puderam afirmar que era extraterrestre. Dr. James Albert Harder, professor emérito de engenharia civil e hidráulica na Universidade da Califórnia em Berkeley, estava cada vez mais intrigado com os relatos a respeito da esfera Betz, e ficou encantado com a oportunidade de examinar o objeto em primeira mão. Os Betz permitiram que ele analisasse o artefato e os resultados foram desconcertantes.


Uma revelação assustadora


Em um anúncio feito no Congresso Internacional de Ufologia, em Chicago, no dia 24 de junho de 1974, o Dr. James Albert apresentou seus resultados verdadeiramente surpreendentes, e absolutamente terríveis, em relação à esfera Betz. Ele relatou que com base em seus estudos de raios-X, as duas esferas internas são feitas de um elemento muito mais pesado do que qualquer coisa conhecida para a ciência. Enquanto o elemento mais pesado produzido em qualquer reator atômico aqui na Terra. O elemento mais pesado que ocorre naturalmente na Terra é de urânio 238.
” Se alguém tentar furar a esfera, poderá explodir como uma bomba atômica.” Afirmou ele.
A família Betz ficou um pouco preocupada, mas continuaram em posse do tal ‘brinquedo alienígena’. É nessa época que as histórias em torno da esfera pareceram desaparecer sem deixar rastros. Justamente no momento em que o caso se tornou verdadeiramente fascinante, para não dizer possivelmente perigoso.
À medida que os anos se passam duas questões básicas têm assombrado os investigadores. A primeira pergunta até hoje sem resposta é: Que diabos era isso? Seria um dos famosos “foo fighters” da segunda guerra? Alguns pesquisadores caçadores de farsas, afirmam que era apenas uma esfera de válvula industrial que caiu de uma kombi na estrada, apesar do considerável número de cientistas e engenheiros que examinaram a esfera e deixaram claro que não era qualquer ferramenta industrial comum. A verdade é que talvez nós nunca iremos saber o que era a esfera misteriosa da família Betz, e a única maneira de resolver esse mistério, era descobrir de onde ela veio.
Outra questão perturbadora diz respeito ao que aconteceu com a esfera, pois após o relatório do Dr. Harding, o assunto simplesmente sumiu da mídia.
Teria a esfera de Betz algo haver com a pintura “Glorificação da Eucaristia” do italiano chamado Ventura Salimbeni?

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SS Ourang Medan

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014.
SS Ourang Medan um navio cargueiro Holandês  , é um dos maiores mistérios dos mares, a história começa pouco depois da segunda guerra mundial , em 1948 quando , vários barcos próximos da Indonésia receberam um chamado de socorro macabro que dizia o seguinte :

"SOS Ourang Medan" "Todos os oficiais estão mortos, inclusive o capitão. Provavelmente toda a tripulação está morta. Eu estou morrendo."

Horas depois o Navio Ourang Medan foi encontrado à deriva pelo navio Silver Star, os mesmo tentaram sinais de contato de várias formas , com sinais sonoros , luzes e outros mas não obtiveram respostas , uma equipe então resolveu subir à bordo do mesmo , e encontraram uma cena aterrorizante . A cena que os mesmo viram era de Toda a sua tripulação estava morta , com olhos arregalados e uma expressão de horror , e podiam se ver alguns tripulantes com os braços estendidos apontando para o "Nada".

Ao saber disso , o Capitão do Silver Star resolveu rebocar o navio e leva-lo para o porto mais próximo , para assim descobrir o que aconteceu , porém , ao tentarem amarrar o navio ocorreu uma explosão fazendo assim com que eles o soltassem . Fazendo com que o Ourang Medan pegasse fogo e afunda-se rapidamente, levando assim todo o seu mistério para o fundo do mar.

O que havia acontecido naquele navio ? Porque motivo os tripulantes estavam com caras de horror , e para onde apontavam ? 

Bom , a teoria mais aceita era a de que o mesmo carregava produtos químicos ilegais , que criariam gases matando a todos rapidamente , mas...Isso não explica o porque de seus rostos tão horrorizados de tal forma...  A tripulação não tinha ferimentos ou nem mesmo sinais de lutas , alguns dizem que algum OVNI atacou o navio , outros acreditam que algum fenômeno sobrenatural pode ter ocorrido.

Mas,  nunca se sabe ao certo a origem desse mistério , ou mesmo o que realmente aconteceu lá.

Curiosidades : Esse caso deu origem ao filme Navio Fantasma 
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